Projeto

O esforço no sentido de se encontrar formas de aproveitar o enorme recurso energético existente nos oceanos, com o intuito de suprir as necessidades energéticas em terra, tem um longo historial. Na fileira da energia das ondas existem registos de propostas que datam pelo menos do início de 1800.

 

Contudo, a descoberta de grandes recursos, com aproveitamento relativamente fácil e com densidade energética elevada, provenientes da exploração comercial de carvão, gás, petróleo e nuclear, fontes que em conjunto são responsáveis por praticamente 90% da energia mundial, e das quais a Europa é um importador fortemente dependente, originaram um atraso na aplicação em larga escala e desenvolvimento tecnológico mais intenso do aproveitamento de energias renováveis.

 

Recentemente, a crescente súbida do preço das fontes energéticas correntemente referidas como combustíveis fosséis e o aumento da discordância acerca da utilização da energia núclear, em paralelo com o crescimento da consciencialização ecológica, deu origem a um novo folêgo na área das energias renováveis. Neste contexto, tem-se assistido a um crescimento da aposta em energias renováveis, especialmente em um dos casos particulares de  extracção de energia renovável e no qual se identifica um potencial muito significativo, as energias marinhas .  

  

Portugal, no que toca às energias marinhas, volta a posicionar-se como pioneiro na proposta de sistemas de aproveitamento, na legislação que permite testes em águas territoriais e enquanto país que dispõe de capacidade de resposta nos setores associados à industria naval. Após sucessos em várias demonstrações de exequibilidade tecnológica, Portugal apresenta a energia eólica de mar aberto e a energia das ondas como sendo os recursos energéticos marítimos com maior potencial de exploração comercial. Estas formas de energia serão assim, do lote das energias renováveis offshore, aquelas que, a curto e médio prazo, previsivelmente constituirão a maior contribuição para as metas nacionais de utilização de energias renováveis.

 

Deste modo, surge o projeto OTEO, fundamento pelo referido potencial existente e a sua importância para as metas energéticas e para o estabelecimento de coesão económica, social e territorial.  Com este intuito, o OTEO - “Observatório Tecnológico para as Energias Offshore” estabelece como estratégico o conhecimento nacional e internacional das tecnologias de aproveitamento energético “offshore” e das tecnologias de apoio, visando promover a competitividade e o empreendedorismo no setor.  Para esse fim estão definidas as seguintes actividades no projeto:

 

Actividades do Projecto

  • Elaboração do estado da arte do setor das energias renováveis marinhas.
  • Estudo de mercado e levantamento de oportunidades de negócio na área das energias renováveis offshore.
  • Análise de sistemas de aproveitamento energético offshore.
  • Identificação das competências necessárias ao desenvolvimento de projectos de aproveitamento energético offshore.
  • Construção de um directório com as entidades nacionais com competências nas diversas actividades necessárias para o aproveitamento energético offshore.
  • Desenvolvimento de um road-map tecnológico que identifique as acções, calendirização e custos, para desenvolver um setor nacional de energias renováveis offshore que optimize a cadeia de valor nacional.
  • Promoção de debate fomentador de parcerias e de projetos na área do aproveitamento energético offshore.
  • Divulgação dos resultados do projeto.